29 de jan de 2015

Florescer

Isso de cultivar mal-me-quer tem muitos limites que precisam ser ultrapassados aos poucos e obviamente, nós não transformamos espinhos em flores só por motivos de que talvez, já que acordei bem hoje, posso perdoar todo mundo. Absolutamente que não funciona assim. Tem muita gente que força a barra querendo que as coisas tomem formas que não tinham antes e, esses pragmáticos, não medem esforços para conseguirem seus bons fins. Quanta infantilidade.

Aprendi com um professor que em Exupèry, a raposa, quando diz ao principezinho que ele havia conquistado o amor da rosa estava apontando a ele de forma absolutamente maquiavélica que os o que importa são os resultados e não os meios. Mas, ora, o principezinho retruca dizendo que não intencionava aquilo (tão deontologista! o valor estava, obviamente em suas ações e não em suas consequências)…Daí vem o “Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas”, frase aliás, absolutamente consequencialista.

O que importa, aliás, nesta reflexão, é entender que muitas vezes, os nossos fins não são conseguidos sem esforço. Aliás, já nos falava Aristóteles destas coisas ao lembrar que – na Ética das Virtudes – para que houvesse florescer, era necessário esforço e potência…

Haverá, sem dúvida alguma, obstáculos grandes ou pequenos que nós obviamente precisaremos passar e não há de ser de um dia pro outro que as coisas vão se encaixar tal como gostaríamos que fossem.

Não sei, acho que hoje talvez, eu esteja propensa a pensar em alguns valores que PRECISAM ser trabalhados em brasas fervilhantes para que se haja um bom resultado. Aliás, o que é a virtude? É ter o hábito de um comportamento moral, ainda que fora de vigilância ou repressão de olhares outros.

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