30 de set de 2013

Um dia de cada vez...

Sou complexada com quem tem oportunidade e deixa passar. Fico encabulada com a forma como muita gente, convivendo com verdadeiros gênios ou tendo minutos ao lado de pessoas sábias, esquece-se que língua foi feita pra muito além do que falar da vida alheia, aprender. Mas me conformo quando penso que isso pode ser -de forma bem grandiosa- ou orgulho ferido ou ignorância demais.

Quando pensamos na quantidade de gente de coração bonito que já passou por esse planeta azul e que, muitas das vezes nós nem temos notícia dessas pessoas é engraçado notar que ao lado destes ícones,alguns sortudos vivenciaram verdadeiras lições e mesmo assim continuaram com a cabeça bem limitada e o coração embrutecido. Onde está a vergonha nossa quando vemos passar anjos que vão da lama ao lírio e que, se distinção, trabalham? O objetivo é um só: melhorar.

Hoje, uma situação boba me deixou ansiosa e com um pouco de angústia pensei sobre essas coisas. Mesmo pensando assim, eu tenho certeza que com a quantidade do que sei sou absolutamente suscetível às minhas vaidades e ao meu egoísmo e que por isso, em diversos momentos ainda vou cair no meu orgulho ferido. Ainda assim, alguns momentos brilhantes de raciocínio e mudança de conduta fazem-me sair da minha mesmice do meu inconsciente viciado tendências infantis e valem demais como triunfo pessoal :). Acho que isso deve ser o que a gente sente quando amadurece. Pena que semente nenhuma vira árvore de uma hora pra outra e muito menos dá fruto ou flor a qualquer momento. Mas é um dia de cada vez...


2 de set de 2013

Agonia

Tenho me sentido confusa em relação à minha graduação. Vocês sentem isso as vezes? Tem momentos em que penso, que, nossa! é exatamente aqui que eu deveria estar. Mas outros somatórios maiores de tempo me dizem da minha inconformação com a Psicologia. Eu fico agoniada quando penso que estou no sexto período e que não sei o que vou querer com esse diploma depois que formar. Eu penso agora que talvez seja unicamente pra que eu preste algum concurso público e não seja exatamente voltada a todos esses excessos de psicanálise que a Psicologia da minha faculdade deseja que eu abstraia. Querem saber? Não morro de amores por Freud e tem um absurdo de conceitos de outras epistemologias que me deixam arrepiada em pensar que aquilo é realmente crido como tal. Não sei se isso é motivo mas não posso também ficar lamentando e deixar de ler ou estudar o que preciso, ainda que seja milhões de vezes mais atraente ler minhas opções literárias do que os absurdos de xerox que tenho que terminar antes que outros cheguem (e eles sempre chegam antes que eu termine os anteriores). À essa soma de inconformação vai meu pensamento de que se eu tivesse a maturidade e o discernimento que tenho a essa altura da minha vida estaria cursando qualquer outra coisa que se fundamentasse menos ciências humanas. Querem saber? Por mais que eu seja contemplativa e aprecie literatura, artes e meditação, não creio em muito do que leio nos textos do meu curso e não sei se vou utilizar 1/3 do que venho apreendendo. Se me perguntassem hoje, talvez eu estaria em algum curso das ciências biológicas ou médicas. Em alguma coisa que me desse um fim mais concreto ou um raciocínio mais empírico em si...

"Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão." C.G. JUNG